Ensinando sustentabilidade para crianças na escola

Por pontocom às 17h59 de 19/09/2011

Os livros pedagógicos são uma ótima ferramenta para complementar o que é ensinado pelos professores na escola, ampliando e ilustrando o que foi aprendido. Tendo a educação ambiental como foco da coleção, a Editora Base lançou a Base Ecológica Pedagógica, direcionada ao ensino fundamental.

Base Ecológica Pedagógica foi desenvolvida para o Ensino Fundamental.

Produzida em papel reciclado, a obra conta com atividades práticas baseadas em conceitos de sustentabilidade nas áreas de língua portuguesa, língua inglesa, matemática, geografia, ciências naturais, artes visuais, educação física, ensino religioso, culinária e teatro. Conta também com doze cartazes e um cd de atividades.

Cada volume apresenta atividades práticas que oportunizam o trabalho com os conceitos próprios das áreas, relacionadas com a educação ambiental. Para melhor organização e facilitar o planejamento do professor, cada atividade proposta vem com a descrição dos objetivos, metodologia, materiais, registro processual, além de ícones coloridos que facilitam a busca nas atividades.

Confira a abordagem em cada área:

Língua Portuguesa

Apresenta o processo de competência linguística, com diferentes gêneros textuais para análise e reflexão da língua em uso, a fim de promover a capacidade de expressão oral e escrita.

Língua Inglesa

Busca aprofundar as semelhanças e diferenças entre as culturas, mantendo o enfoque ambiental, pois esses valores são difundidos em qualquer parte do Planeta.

Matemática

Envolve os números, a geometria, os espaços e as medidas nas propostas de atividades relacionadas à educação ambiental. O aluno será convidado a buscar soluções, ora individualmente, ora em grupo.

Geografia

Visa à ampliação das capacidades do aluno de observação, comparação e representação das características do espaço de seu entorno, bem como de diferentes espaços e paisagens.

Ciências Naturais

O enfoque parece mais oportuno, a educação ambiental é tratada de forma a conduzir o aluno a mudar sua postura em relação a atitudes que não combinam com a de um cidadão responsável e consciente.

Artes Visuais

Trata cores, texturas e volumes como estratégias para a criação, visando à preservação do meio ambiente.

Educação Física

O propósito é a confecção de jogos, desenvolvimento da consciência corporal, da autonomia e o respeito às regras, além de trabalhar o raciocínio lógico e promover o desenvolvimento social.

Ensino Religioso

A abordagem é ecumênica, levando um pouco de cada religião ao conhecimento do aluno, embora seu enfoque maior seja nas relações do aluno com sua família e com a sociedade em que está inserido.

Culinária

Mostra como cultivar e manipular os alimentos, tirando deles o maior proveito possível no que se refere às vitaminas e sais minerais e evitando o desperdício.

Teatro

São ofertadas atividades que possibilitam o desenvolvimento da criação, expressão corporal, o canto, a dança, o uso de fantoches, entre outros recursos da linguagem não verbal.

A coleção é das autoras Caroline Vezentin e Luciana Brustolin Biscaia. Caroline é graduada em Ciências Biológicas, especialista em Educação Ambiental, com nove anos de experiência na área educacional. Sócia fundadora do Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade – Guaramirim/SC, é autora de diversas obras na área de Educação Ambiental. Luciana é formada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC/PR, com especialização em Alfabetização e Educação Infantil (UTP). Professora no Ensino Fundamental na rede municipal de ensino de Curitiba, também é Docente em cursos de capacitação para professores das redes pública e particular de ensino, assim como autora de livros didáticos para Educação Infantil e Ensino Fundamental.

Entrevista com o cartunista Marcio Baraldi

Por pontocom às 15h54 de 31/01/2011

Marcio Baraldi se define cartunista desde que nasceu. Apesar da paixão pelo rock, outros temas são trabalhados em seu trabalho, como o movimento sindicalista, a sustentabilidade, o meio ambiente e até o espiritismo. Marcio também é ilustrador de vários livros didáticos e paradidáticos na área de educação para a sustentabilidade.

Confira a entrevista:

Atitude Sustentável: Como surgiu a idéia de trabalhar com temas como a sustentabilidade e o meio ambiente?
Marcio Baraldi: Eu nasci no ABC paulista , uma região que sempre teve uma tradição de movimentos sindical e populares fortes. Eu trabalho como chargista na imprensa sindical desde a adolescência, então sempre tratei de questões ecológicas e do meio-ambiente em meu trabalho. No ABC sempre tivemos uma luta pela despoluição da represa Billings, que é a responsável pelo fornecimento de água para toda a região, bem como o não desmatamento e invasões das áreas de mananciais da represa. Trabalho no Sindicato dos Químicos do ABC há mais de 20 anos e sempre lutamos pela instalação de tecnologia não-poluente nas fábricas, pois a região sempre foi um pólo industrial e em alguns trechos dela o ar era extremamente poluído, assim como na região de Cubatão, entre o ABC e Santos.
Por conta disso, durante essas duas décadas de trabalho na imprensa sindical eu produzi dezenas de cartilhas em quadrinhos sobre temas ecológicos e de preservação do meio ambiente.

AS: Para que público exatamente você volta o seu trabalho?
MB: Para todos! Comecei no movimento sindical, desenhando para os trabalhadores e por causa disso tinha o cuidado de ser bem claro, direto e politizado, sem muitas firulas ou pseudo-intelectualismos. Aí, ao mesmo tempo, comecei a trabalhar nas Prefeituras de Santo André, Diadema, Mauá e Ribeirão Pires (todas cidades regadas pela Billings e com áreas de manancial para proteger), onde produzia cartilhas didáticas para toda a população, que eram lidas por desde o filho pequeno até pelo avô. Me especializei em produzir material com assuntos politico-sociais, quadrinizados em linguagem bem popular, para qualquer cidadão, por mais humilde que seja, entender. Fiz o mesmo para muitas agências de publicidade também.

AS: Para você, qual a importância de se ensinar sustentabilidade, tanto para crianças como para a população em geral?
MB: A importância é óbvia, pois educação é a chave para tudo! Nós vivemos num país ainda com grande deficit educacional, muita criança fora da escola, ensino sucateado por governos incompetentes, professores mal-pagos e mal-preparados, enfim, há muito por se fazer pela educação brasileira. Mas ela é a chave para um futuro melhor, com gerações mais esclarecidas, politizadas e capazes de cuidar melhor do planeta do que cuidamos até agora. Precisamos colocar a matéria “Consciência Ecológica” em todas as escolas desde o primário. Todo mundo tem que entender a importância da reciclagem, coleta seletiva, usinas de tratamento de lixo orgânico e de despoluição de água. Todo mundo tem que aprender a não jogar lixo na rua, não desperdiçar água, não desmatar, não construir em áreas de mananciais e beiras de morros e rios. Precisam também ser mais politizados e combativos pra lutarem contra governos que não querem cumprir tratados e protocolos internacionais pela defesa do meio-ambiente, e preferem destruir o mundo pra ganhar dinheiro sujo. O capitalismo selvagem, sem dúvida, é um dos maiores inimigos de um Ecossistema vivo, saudável e equilibrado!

Livros sobre sustentabilidade e meio ambiente ilustrados por Marcio.

AS: Qual dos seus trabalhos você destaca na área de meio ambiente e sustentabilidade?
MB: Além de várias cartilhas, fiz e faço diariamente quilos de charges sobre o assunto para diversos jornais e revistas pelo Brasil afora. Muitas dessa charges são reproduzidas em livros didáticos, onde são utilizadas pelos professores para conscientizar a molecada.
Também ilustrei e ilustro muitos livros paradidáticos sobre Ecologia e assuntos afins. Além disso, como cidadão faço minha parte: não fumo, não uso drogas,não desperdiço água nem alimentos, reciclo todo meu lixo e sou um consumidor responsável. Acho que isto é o mínimo que todos devemos fazer em respeito a nós mesmos e a Terra, pois tem momentos que ela parece estar bem irritada com nossa presença aqui!

Para mais informações, visitem o site de Marcio Baraldi.

O livro foi organizado por Yvette Veyret e contém artigos de vários especialistas da área.

No livro, a autora mostra como o homem é responsável pelos próprios riscos que corre e como uma gestão pode ser decisiva para a mudança do quadro atual. Considerando tanto riscos ambientais como também econômicos e sociais, tanto operações pré-catástrofe como o período de reconstrução são importantes para a sociedade.

Assim, mostrando também como a gestão de riscos é feita de maneira diferente em países em desenvolvimento ou desenvolvidos, a economia de cada lugar também altera a maneira com que os problemas encontrados devem ser enfrentados.

Como as tragédias na região serrana do Rio de Janeiro mostram, as pessoas (e a vida delas) está intimamente ligada à geografia em que estão, às características do clima, e à gestão de risco feita pela população e pelos governantes. É o exemplo da pequena cidade de Arial, que com um carro de som, avisando sobre a eminente enchente, avisou os moradores, evitando qualquer morte. Apesar de não terem evitado estragos físicos, as pessoas saíram ilesas com uma atitude simples.

Você pode encontrar o livro aqui.

Meio Ambiente e Floresta

Por pontocom às 17h46 de 22/09/2010
Meio ambiente e floresta

O livro aborda também aspectos sociais das regiões de floresta. (Imagem: Divulgação)

O livro de Emílio F. Moran foi lançado na Bienal do Livro de São Paulo deste ano. A discussão principal é discutir o papel das florestas tanto no meio ambiente físico como no meio humano, partindo principalmente da floresta Amazônica.

Outro aspecto importante que é abordado é o fator econômico gerado pelas matas, que faz parte inclusive da economia mundial.

Um tópico bastante especial desse livro é o cuidado que o autor tem em abordar o papel da floresta amazônica no imaginário, nacional e estrangeiro, e discutir mitos indígenas e povos ribeirinhos, que tem uma grande importância para a preservação da mata local.

O Meio Ambiente

Por pontocom às 17h57 de 06/07/2010

Livro mostra as consequências das relações entre a sociedade e a natureza.

O livro “O Meio Ambiente”, de Jacques Vernier, é uma obra baseada principalmente nas grandes dicotomias modernas e todas as diferenças com que a sociedade se depara entre o progresso e a civilização, a explosão demográfica e a conservação da fauna e da flora, a poluição da água e do ar e os avanços tecnológicos.

A integração entre o homem e o meio ambiente pode até estar conturbada, mas é essencial que esteja em equilíbrio. Por isso, o autor afasta a visão apocalíptica do assunto e do momento vivido pela humanidade, e passa a analisar todos os avanços ocorridos na luta a favor do meio ambiente, da qualidade de vida e da sustentabilidade nos últimos 20 anos.

Como ter uma casa e um jardim mais ecológicos

Por pontocom às 13h24 de 28/06/2010

Livro traz dicas fáceis para o leitor fazer em casa.

O livro, escrito por Siân Berry, apresenta 50 ações para preservar os recursos naturais e aproveitar todos os benefícios que um jardim pode ter. São atitudes que cada um pode ter dentro de casa e das empresas, que podem ajudar consideravelmente a saúde das pessoas e do meio ambiente.

Impresso em papel 100% reciclado, as dicas sobre como preparar adubo orgânico, a cultivação de plantas, a diminuição do impacto do lixo produzido e a redução do desperdício dos alimentos. Todas as sugestões feitas são fáceis e possíveis de se fazer em casa.

O livro também posiciona o leitor no meio ambiente em que está inserido, indicando plantas que atraem pássaros e borboletas, por exemplo. Tudo isso para que o leitor possa mudar seus hábitos e passar a ter um modelo de vida cada vez mais sustentável e saudável.

Projetos Sustentáveis: Estudos e Práticas Brasileiras

Por pontocom às 16h45 de 21/06/2010

O livro mostra a importância de atitudes sustentáveis em todos os níveis da empresa.

O livro apresenta estratégias de implementação de projetos de sustentabilidade ética, social e ambiental nas empresas brasileiras. Essas ações estão adquirindo uma importância dentro das empresas, já que também é uma estratégia de marketing para atrair consumidores ecologicamente corretos.

A Dra. Ana Paula Arbache, especialista no assunto, é organizadora do livro, que conta com a pesquisa relacionados à sustentabilidade na FGV (Fundação Getúlio Vargas).

A seleção de pesquisas destaca a sustentabilidade ética, social, ambiental e financeira nas empresas, normas e certificações na área de sustentabilidade, a necessidade de integração dos projetos para obter os resultados esperados e o gerenciamento dos recursos humanos.

O livro tem como papel principal chamar a atenção de empresários para uma questão delicada e abandonada e mostrar como as empresas podem aliar a sustentabilidade com a lucratividade.

Ecologia, Capital e Cultura

Por pontocom às 15h45 de 16/06/2010

O livro discute a relação entre os sistemas econômicos, as formas de consumo, a escala de produção e o modelo cultural da sociedade.

A primeira edição do livro de Enrique Leff, publicada em 1994, tentou ao máximo explorar e afirmar o chamado “Marxismo Ecológico”. Era um momento em que vários autores tentaram adicionar às ideias marxistas ideais ecológicos, que pareciam ausentes na teoria original.

Na última edição (2009) o autor já foca seu texto em outro momento da sociedade: independente da corrente política vigente, a sociedade estaria num momento produtivista e com poucos cuidados ambientais. As economias, separadas de qualquer ideologia presente, não teriam uma racionalidade ambiental preparada para as necessidades sustentávis do planeta.

O autor pretende mostrar como incorporar a sustentabilidade no sistema produtivo, aliando o bem estar social, a preservação do meio ambiente e a lógica da economia. Além disso, Leff mostra que cada vez mais essas ações dependem também de fatores culturais e participativos da população.

Assim, vários aspectos da nossa sociedade deveriam se adaptar ao novo modelo de racionalidade ambiental. Primeiro, o desenvolvimento de uma eco-tecnologia, em que aparelhos serão baseados em ritmos e ciclos ecológicos de disponibilidade de matéria-prima ou energias. Em segundo lugar, o modelo de produção deve levar em conta uma lógica huminista, em que necessidades primárias de todos deverão ser atendidas antes da produção de qualquer produto que esteja fora dessa área de consumo. Por fim, apoiar uma democracia participativa direta – e não a representativa – garantiria uma gestão igualitária dos bens naturais.

O ponto principal discutido no livro é a participação do mercado na dinâmica social. Assim, o que o autor propõe é uma inversão de valores, em que o mercado não paute o consumo, mas que as necessidades reais de consumo pautem a produção do mercado.

O Sistema Eletrônico de Revistas da UFPR (Universidade Federal do Paraná) disponibiliza para download vários artigos publicados na área de Desenvolvimento e Meio Ambiente.

A dica foi da leitora Elisangela Barbosa (@Li_Dan), via Twitter.

Manifesto Verde

Por pontocom às 17h42 de 07/06/2010

Publicado pela editora Global, o livro agrupa dados e notícias sobre a preservação da natureza.

Ignácio Loyola Brandão escreveu esse livro para passar uma mensagem para seus três filhos. O retrato da importância da natureza e o que o homem tem feito com ela se tornou um manifesto. A carta para os filhos virou uma carta para a humanidade, fazendo um apelo ecológico para que todos comecem a preservar a natureza.

Para isso, o autor se baseia em vários fatos reais relacionados com o meio ambiente, como vários desastres ecológicos, muitas vezes com culpa humana. Vividos no Brasil e no mundo, esses acontecimentos ilustram exatamente o que o autor quer passar: a preservação da natureza depende de cada um de nós.

Para Ignácio Loyola Brandão, a necessidade de comportamento do homem para a preservação do meio ambiente é urgente, para que o futuro não seja uma coisa do passado.

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