Desde que decidimos implantar o novo Data Center do Santander em Campinas (SP), tínhamos um objetivo a ser alcançado: um prédio sustentável desde a sua construção até o seu funcionamento. Há quase dois anos, quando iniciamos o planejamento para as obras que ergueriam o centro de tecnologia do Banco, começamos a investigar os impactos das nossas ações na região.

Nesse levantamento, contemplamos preocupações com o meio ambiente, com a eficiência energética e, sobretudo, com as pessoas que vivem ao redor. Antes de iniciar as obras, procuramos as empresas e associações da vizinhança e abrimos um canal diálogo para comunicar o início da construção, ouvir suas preocupações e mitigar os problemas antes mesmo que eles aparecessem. Com isso, traçamos um panorama e descobrimos quais eram os problemas que poderiam causar entraves durante a execução de nossas obras.

Descobrimos, por exemplo, que a vibração do solo, ocasionada pela nossa construção, poderia interferir nos resultados das pesquisas do Laboratório Nacional de Luz Sincrotron, localizado bem próximo ao terreno do Santander. Diante do problema, alteramos o sistema de estaqueamento do solo e adaptamos nosso cronograma, pois nos comprometemos a interromper os trabalhos nos períodos em que as pesquisas estivessem em andamento.

Outro vizinho do nosso terreno é o Hospital Infantil Boldrini, que trata de crianças e jovens com câncer. Para evitar que os ruídos e a sujeira incomodassem os pacientes, construímos barreiras de som e ampliamos o controle de poeira, regando o terreno várias vezes ao dia.

Também estudamos uma logística para evitar que nossos veículos interferissem nas vias da região. Criamos um recuo dentro de um terreno da Natura para que os caminhões não parassem na pista para chegar à obra, colocando outros veículos em risco.

Para evitar contribuições ao agravamento das enchentes que ocorrem no local, mantivemos 85% uma da área permeável e plantamos cerca de 25 mil árvores nativas da região. Com isso, demos vida a um corredor ecológico, que permitirá à fauna circular entre as matas e o lago da Unicamp.

A nossa equipe também se preocupou em planejar um prédio inteligente. Medidas bem estudadas diminuirão em 40% o uso da energia e da água destinadas à refrigeração – um item essencial para o funcionamento do Data Center.

Com essa iniciativa, demos um enorme passo em direção a uma gestão empresarial mais transparente e responsável, que leva em conta os impactos das nossas ações no meio ambiente e na sociedade. Além de resolver possíveis problemas que poderiam surgir ao longo das obras, com esse diálogo, encontramos respostas e entendemos as diferentes dinâmicas de funcionamento dos grupos com os quais nos relacionamos. Ao abordar os públicos de relacionamento e abrir um canal de diálogo, criamos uma relação ética e saudável com as comunidades que nos cercam, construindo uma reputação positiva para a empresa e engajando esses stakeholders. Para saber mais sobre Construção Sustentável, confira nossa apresentação.

Pedro Ricardo Gloeden Fogolin

Superintendente de Missão Critica