Em apenas duas décadas, a soma das riquezas geradas por todos os países do mundo cresceu mais de US$ 50 trilhões. Apesar de essa injeção monetária movimentar a economia e ser capaz de melhorar a vida de muitas pessoas, outros tantos cidadãos continuam às margens da sociedade, sem acesso até mesmo a itens básicos como saneamento e educação.

Para discutir os rumos que o planeta tem tomado, apoiamos o Instituto Akatu e o Worldwatch Institute Brasil na produção da edição brasileira do relatório “Estado do Mundo 2013”.O documento, publicado em novembro deste ano, mostra que é preciso mudar com urgência o nosso comportamento, seja como produtor de riquezas, seja como consumidor.

Já no título da publicação surge a incômoda pergunta: a sustentabilidade ainda é possível?  Ao longo das páginas,  governos, empresas e sociedade são questionados por sua responsabilidade na definição das mudanças que precisam ser implementadas o quanto antes e são apresentadas medidas a serem adotadas caso a gente não consiga fazer essa transição a tempo.

Uma das questões mais importantes apontadas pelo relatório é o aquecimento global. Se não chegarmos logo a um compromisso coletivo para a redução das emissões de gases de efeito estufa, precisaremos enfrentar problemas cada vez maiores como, migrações, mudanças na forma de produzir alimentos e eventos climáticos extremos.

Esse é apenas um exemplo dos muitos temas que impactam diretamente a economia e as populações de todos os países. Aqui no Santander, estamos atentos a isso e constantemente avaliamos nosso papel na promoção do desenvolvimento sustentável.

Hoje já nos posicionamos entre os maiores financiadores de projetos de energia renovável. Só no Brasil participamos da construção de 17 parques de energia eólica. Também financiamos projetospara a redução dos impactos ambientais de empresas de todos os portes e, desde 2008, trabalhamos para a redução das emissões resultantes de nossas atividades.

Em 2013 também lançamos o Reduza e Compense CO2, um programa que permite que qualquer pessoa compense suas emissões comprando créditos de carbono. Afinal, mesmo nós, cidadãos, também devemos fazer a nossa parte, avaliando o impacto das ações cotidianas.

Para saber mais sobre o relatório acesse http://www.akatu.org.br/Content/Akatu/Arquivos/file/EstadodoMundo2013web.pdf. Como consumidores, formadores de opinião e indutores de mudança podemos fazer muito com nossas atitudes. Então vamos começar 2014 nos informando para fazer mais!

Carolina Learth

Gerente de Desenvolvimento Sustentável e Mestre em Tecnologias Ambientais pelo IPT – Instituto de Pesquisas Tecnologicas de SP