Formando profissionais para um mercado sustentável

Por Blog do Práticas às 17h56 de 27/08/2012
Acabamos de divulgar no site do Santander Práticas de Educação para Sustentabilidade, o resultado das propostas dos 32 professores de economia e administração, classificados para a 3ª etapa da iniciativa. Eles aplicaram a sustentabilidade em sala de aula durante o primeiro semestre de 2012 e, assim, buscam formar profissionais mais preparados para a gestão de negócios sustentáveis.

Projetos incríveis foram colocados em prática e estão tendo resultados efetivos. No site é possível acessar a proposta que os professores se colocaram no início do semestre e o pdf com o relato de cada participante sobre a experiência implementada. O documento inclui programa de aulas, processo de avaliação e um depoimento do professor sobre como essa experiência impactou a sua forma de ensinar.

Agora é o momento da expectativa. Uma banca está avaliando os casos e divulgará os seis finalistas no dia 2 de outubro. Os selecionados apresentarão seus trabalhos em um evento aberto ao público, e transmitido ao vivo pela internet, no dia 22 de outubro em São Paulo. Os três vencedores receberão uma bolsa para estudar empreendedorismo na Babson College, nos Estados Unidos. Agende-se!

Desde já, quero parabenizar todos os professores que participaram e aceitaram a missão de incorporar a sustentabilidade em seus planos de aula. Os participantes estão empenhados em formar profissionais mais bem preparados para os desafios da sociedade contemporânea, com mais repertório para considerar, junto ao fator econômico, as questões socioambientais em suas decisões.

Esse material é uma ótima fonte de inspiração. Divulgue em suas redes. Vamos espalhar essas boas ideias!

Cristine Rosa
Consultora de Desenvolvimento Sustentável do Santander

Formação para sustentabilidade

Por Blog do Práticas às 15h54 de 29/06/2012
A disciplina Formação Integrada para Sustentabilidade (FIS) é, com certeza, a experiência mais inovadora que já vivenciei como aluna de graduação da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP). Lá passei por um processo de desconstrução de padrões que me fez ver o mundo com outros olhos, com toda a dificuldade e beleza que a diversidade de opiniões e percepções nos oferece.

O FIS é uma matéria optativa, na qual são apresentados dois projetos que acontecem simultaneamente: um visa ao crescimento individual do aluno, enquanto no outro, o aluno desenvolve uma proposta de gestão a partir de um caso de uma empresa real. Como parte do processo de aprendizagem, também foi feita uma viagem a campo onde tivemos a oportunidade de conhecer quem vive na prática o problema estudado.

O desafio da minha turma foi criar uma política de gestão e desenvolvimento de fornecedores para o setor da mineração, orientada a partir das premissas da sustentabilidade. Para tanto, fomos até Minas Gerais e Goiás conhecer unidades de empresas mineradoras, conversar com fornecedores e com as comunidades locais. A viagem foi marcante e o grupo ficou mais próximo na medida em que íamos nos aprofundando no tema.

Em Minas Gerais, visitamos uma mineradora instalada no centro da cidade de Paracatu. Também tivemos a oportunidade de conversar com o bloco cultural local, que chamou a atenção pelo fato de propor a discussão de temas polêmicos e falar sobre sustentabilidade com a população, sempre de maneira lúdica e a partir da música. Foi um encontro muito alegre e que nos agregou muito. No município de Vazante, conversamos com a secretária da Educação, que comentou sobre a complexa relação entre uma indústria e as comunidades locais adjacentes.

No último dia, em Pirinópolis, no interior de Goiás, fomos ver o sol nascer e depois praticar ioga. Isso ajudou no processo de digestão de todas as informações e sentimentos que colhi ao longo da viagem, e foi o que me fez começar a indagar sobre o nosso papel na Terra.

O FIS me proporcionou momentos que vão ficar na memória para sempre. Essa experiência resgatou o que eu achava que havia perdido: acreditar no potencial de transformação do ser humano. Se eu pudesse fazer uma comparação entre essa experiência e uma das obras de Guimarães Rosa, diria que no FIS estamos, todos juntos, buscando alcançar a terceira margem do rio, um mundo mais viável para todos.

Para saber mais sobre a eletiva da FGV e conhecer projetos de outros semestres, acesse:www.fgv.br/fis

Gabriela Carpinelli
Estagiária da Diretoria de Desenvolvimento Sustentável do Santander

O ensino da sustentabilidade precisa ser transversal

Por Blog do Práticas às 13h24 de 25/06/2012
Venho observando um aumento significativo na quantidade de instituições de ensino superior que se preocupam em formar estudantes com conhecimento e habilidades voltados para a sustentabilidade. E isso é muito positivo.

Na minha opinião, a discussão ainda é muito incremental e, geralmente, não atinge um ponto fundamental no ensino da sustentabilidade: a transversalidade. Por isso, foi tão interessante participar do videochat com os professores do concurso Santander Práticas de Educação para Sustentabilidade.

A oportunidade de conversar e responder as perguntas desses profissionais que estão trabalhando para inserir a sustentabilidade nos cursos de administração e economia pelo Brasil foi muito produtiva. Pude perceber que esses educadores desempenham um papel estratégico, pois muitas vezes parte deles o desenvolvimento de metodologias mais interativas, que estimulem a interdependência entre as disciplinas.

No videochat também conheci um pouco mais do Programa Metodista Sustentável e da disciplina de Formação Integrada para Sustentabilidade (FIS), da FGV, apresentado pela Érica Gallucci, que participou do bate-papo comigo. São iniciativas exemplares para todas as universidades que pretendem começar um projeto relacionado à sustentabilidade.

Por isso, convido a todos para assistirem ao vídeo do nosso bate-papo virtual e lerem o artigo“Educação para a sustentabilidade nos cursos de administração: reflexão sobre paradigmas e práticas”, que escrevi em parceria com alguns colegas. Temos aí uma boa fonte de inspiração para pensar como ensinar o tema. Boa leitura e boa prática!

Pedro Roberto Jacobi
Professor titular da Faculdade de Educação e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (PROCAM) da Universidade de São Paulo

Procuramos jovens profissionais bem preparados e mais conscientes

Por Blog do Práticas às 11h21 de 01/06/2012
Recentemente, participei de um videochat, junto com Sofia Esteves, fundadora e presidente da Cia. de Talentos, e José Roberto Cavallin, consultor com ampla experiência em inserção da sustentabilidade na educação corporativa. Durante o bate-papo conversamos com os professores participantes do concurso Santander Práticas de Educação para Sustentabilidade sobre o que o mercado procura no profissional do presente e do futuro.

Mediante minha experiência na área de recursos humanos, posso dizer com propriedade que os jovens profissionais, hoje em dia, assim como em minha época de estudante, consideram o aspecto financeiro em suas decisões, o que é muito importante, mas ainda ponderam muito pouco os impactos sociais e ambientais de suas escolhas. O que temos notado é que essa formação, orientada somente para o financeiro, pode dificultar o processo de encontrar profissionais com visão sistêmica, preparados para responder aos novos desafios que as questões do desenvolvimento sustentável representam para as empresas.

Embora cursos específicos de graduação sobre o tema desenvolvimento sustentável sejam importantes, tenho certeza de que a inserção transversal da sustentabilidade nas grades curriculares é o grande diferencial para formar os profissionais que queremos ter nas empresas. Buscamos pessoas com bom nível de autoconhecimento, capazes de dialogar e que possam uma visão sistêmica sobre as decisões que deverão tomar no seu cotidiano.

São todos esses fatores e constatações do nosso dia a dia que nos levaram a criar o concurso. Com ele, queremos incentivar os professores dos cursos de administração e economia a inserirem a sustentabilidade em sala de aula.

Sei que formar profissionais com esse novo olhar é um desafio e tanto, mas 250 professores toparam a ideia e se inscreveram no nosso concurso. Desses, 39 foram selecionados para a segunda fase e já estão aplicando suas propostas de sustentabilidade nos planos de ensino junto às turmas e participando de vídeo-chats como esse.

Considero este um momento muito especial aqui no Banco, pois estamos trabalhando junto com a universidade para mudar o patamar de consciência das pessoas. E, assim, participamos de uma transformação que vai além da nossa própria organização.

Confira o videochat, acompanhe o desenvolvimento do concurso. Esteja conosco nessa empreitada!

Maria Luiza Pinto
Diretora Executiva de Desenvolvimento Sustentável do Banco Santander

O desafio da sustentabilidade no ensino superior

Por Blog do Práticas às 15h28 de 30/01/2012
Mesmo com o progresso da ciência e suas conquistas, na prática, ainda estamos longe de adotar atitudes sustentáveis que contribuam para a saúde e bom funcionamento dos sistemas dos quais dependemos e de criar as condições necessárias para que eles se mantenham. Em geral, não relacionamos o que sabemos ao como fazemos. Essa fragmentação é uma herança marcante de nossa cultura e nos leva a separar conhecimento de atitudes. E o resultado disso, como bem explica Otto Scharmer: “criamos coletivamente resultados que ninguém deseja”.

Esse modelo é replicado em nossas escolas e, por isso, é importante que a mudança para um modelo de vida sustentável comece por elas. Para desenvolver em jovens e adultos a compreensão individual e coletiva necessária para criar um futuro sustentável, precisamos identificar limites inegociáveis dos sistemas dos quais dependemos e reconhecer que não podemos contrair débitos ambientais, sociais e econômicos que não possam ser quitados pela nossa geração.

Precisamos entender a dinâmica natural dos locais em que vivemos e cultivar a manutenção de uma base local de recursos da qual todos dependemos e pela qual todos somos responsáveis. Devemos também reconciliar os conflitos que existem entre nossos direitos individuais e nossa responsabilidade como cidadãos com a sobrevivência e o direito de todos.

Minha experiência com educação para sustentabilidade no ensino superior, ao longo do desenvolvimento e implantação do Programa Metodista Sustentável, permite-me afirmar que a mudança é possível e necessária. Sustentabilidade motiva alunos e professores a pensarem fora da caixa, a buscarem conexões entre conhecimento, responsabilidade individual e coletiva e ações, a enxergar nossos modelos mentais e seus limites e a ousar buscar novos caminhos. É uma prática que enriquece a aprendizagem, estimulando o compartilhamento democrático, porque nasce de uma busca comum de todos e para qual ainda temos poucas respostas.

É por tudo isso, que vejo com alegria, esperança e imensa curiosidade o lançamento do Santander Práticas de Educação para Sustentabilidade. Minha alegria está fundamentada no reconhecimento e no espaço aberto para a educação superior nesse concurso promovido pelo Banco Santander. Já a esperança, nos resultados que certamente surgirão, aliados à possibilidade de divulgação e replicação dos bons exemplos. E minha imensa curiosidade, na possibilidade de identificarmos juntos os sinais deste futuro que está emergindo e criarmos um novo panorama na educação, apto a responder muitas das indagações e desafios que vivemos.

Profª Drª Waverli Maia Matarazzo-Neuberger
Professora da Universidade Metodista de São Paulo e coordenadora do Programa Metodista Sustentável

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O blog do Práticas é um conteúdo do Espaço de Práticas em Sustentabilidade, uma iniciativa que visa compartilhar o aprendizado em sustentabilidade do Santander com a sociedade por meio de conteúdos como o Blog do Práticas, Cursos Online, Videochats, Banco de Práticas e a TV do Práticas. Os post do blog são escritos por funcionários e parceiros de diversas áreas do Santander e visam promover a troca de ideias e informações sobre o tema com a sociedade.
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