Sustentabilidade é sinônimo de pensar no conjunto, no todo, na união de esforços individuais que, somados, levam à mudança. Alguém que apaga a luz cada vez que sai da cozinha ou da sala de reunião, está fazendo a sua parte. É uma pessoa consciente, que não desperdiça energia elétrica e sua postura faz diferença. Mas o que aconteceria se todo o mundo fizesse a diferença? Se todos apagássemos a luz ao mesmo tempo?

Essa é a proposta da Hora do Planeta. Promovida pela ONG WWF, a ação convoca governos, empresas e população de diversas partes do mundo a apagarem todas as luzes no próximo sábado (26), entre 20h30 e 21h30.

Sempre atento aos movimentos globais em prol da sustentabilidade, o Santander não só participará da ação, como irá além. Toda a iluminação dos prédios administrativos do Santander em São Paulo será desligada no sábado, 30 minutos antes do início do evento, e seguirão apagadas até o domingo de manhã. A ação representará uma economia de 194.250 kWh, energia suficiente para abastecer 1.295 residências.

É um ato simbólico, mas além da conscientização, a economia de energia global que a ação proporciona é significativa. Em 2010, mais de um bilhão de pessoas, em 416 cidades, de 128 países participaram da Hora do Planeta e resultados ainda mais expressivos são esperados para esse ano.

Espero que os efeitos de ações como essa sejam duradouros. Afinal, mesmo após o evento, tenho certeza de que muitos participantes (ou não participantes, quem sabe?) pensarão quando estiverem em casa ou no trabalho com as luzes acesas: A Hora do Planeta acabou, mas essa luz precisa mesmo estar acesa? Será que se instalarmos sensores de presença conseguiremos baixar a conta de luz da empresa?

Acho que esses 60 minutos sem luz elétrica também servir como reflexão para repensarmos as atitudes que tomamos na vida sem pensar muito. Na correria do dia a dia, quase tudo se torna hábito. Então, por que não tornar atitudes simples, como apagar as luzes, algo natural? Falamos tanto em ações para um mundo melhor, mas às vezes esquecemos que alguns passos necessários para isso podem ser mais simples que imaginamos.

Mariana Menezes
Consultora de desenvolvimento sustentável do Santander