Trabalhar com redes sociais num banco que abraça a causa da colaboração e apoia ideias por uma vida melhor, me proporcionou a oportunidade de ter contato com uma boa quantidade de pessoas inspiradoras, de ideias com verdadeiro potencial transformador.
Pessoas, ideias e como elas podem impactar, positivamente, as nossas vidas. É esse o mote do “Conexões de Ideias”, uma websérie em cinco capítulos apresentada pelo veterano jornalista Marcelo Tas, que veio para mostrar como várias propostas reunidas podem criar novas e promissoras possibilidades para o empreendedor e para a sociedade.
Por um ano, a nossa equipe pesquisou os melhores projetos de clientes e parceiros do banco, que pudessem servir de exemplo. A partir daí, escolhemos três ideias embrionárias que foram gravadas em vídeo e transformadas nos capítulos do “Conexões”, como chamamos o projeto internamente.
Uma delas é a Tecverde, a primeira empresa brasileira a trazer o sistema de “woodframe” – módulos de madeira de reflorestamento –, para a construção de casas sustentáveis no Brasil. Desenvolvida há mais de 100 anos, essa é uma tecnologia que incorpora alguns dispositivos para racionalizar o consumo de água e energia. Mas, como acontece com toda a inovação, o projeto do Caio Bonatto, diretor da Tecverde, enfrentou obstáculos antes de se tornar realidade. Aqui, ele mesmo responde a algumas perguntas feitas por mim, para que você possa entender melhor esta história de sucesso.
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Bruno Mastrocolla: Como surgiu a ideia da Tecverde?
Caio: Surgiu da vontade de fazer deste mundo um lugar melhor. Éramos jovens, em ano de formação acadêmica, e sentimos que aquele era o momento certo para inovar em tecnologia e sustentabilidade em um setor extremamente conservador. Em meados de 2009, fomos convidados pelo Ministério da Economia de Baden Wurttemberg (estado alemão), e pela empresa Weinmann, a participar de uma comitiva brasileira que teve como objetivo o início da transferência tecnológica e o fomento de uma rede de negócios voltada para a implantação do modelo “Woodframe” no Brasil e América Latina. Depois de muita pesquisa, estudos e conversas, chegamos a um modelo de negócio que, além de inovador, aproxima o brasileiro da conquista da casa própria.
BM: Quais são os propósitos da empresa?
C: Crescer proporcionalmente ao impacto positivo que causamos. Nosso objetivo é nos tornar a principal construtora de casas sustentáveis do Brasil. Ofereceremos casas sustentáveis para todas as classes e com o mesmo padrão e garantias que se vê no setor automobilístico.
BM: Qual foi o papel do Banco na viabilização da ideia da Tecverde?
C: Encontramos barreiras com a legislação para financiamento. Foi então que o banco nos ajudou a superar a legislação que impedia o financiamento de nossas casas. Com a viabilização deste financiamento, realizado pelo Santander, nos tornamos muito competitivos comercialmente. Além disso, o apoio do banco reforçou o trabalho da Tecverde frente a alguns parceiros e interessados. Acabou se tornando um catalizador para nosso negócio. As pessoas que trabalham no Santander têm um trabalho extremamente alinhado com a visão do banco, o que nos surpreendeu muito, de maneira positiva. Estão em todos os níveis, comprometidos com a causa da sustentabilidade e da Tecverde. As outras dificuldades que enfrentamos são rotineiras para qualquer empreendedor: descrença, desconfiança, pouco dinheiro, etc. Mas isso se vence com trabalho e com uma crença absoluta em nossa visão.
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Depois do sucesso dos cinco primeiros capítulos da série em 2010, o projeto para 2011 é uma grande plataforma de troca de ideias além de realizações efetivas de novos projetos.
Por Bruno Mastrocolla, com colaboração de Caio Bonatto, da empresa Tecverde.
Bruno Mastrocolla
Bruno Mastrocolla é Coordenador de Redes Sociais do Santander.