Mais um resgate ao moderno: que tal re-conhecer John Graz

Por bernadete brandao às 16h24 de 08/12/2010

Poltrona Gafanhoto, 1940. John Grass

Que tal reconhecer um dos principais nomes no mobiliário e arte moderna brasileira?

JOHN GRAZ. Museu Oscar Niemeyer, dia 07 de dez, às 18:00hrs – Palestra com o historiador Sérgio Pizoli e o colecionador Sérgio Campos, além de uma mesa de comentadores locais, entre eles, Graça Rodrigues, Salvador Gnoato, Fábio Fontoura e eu mesma.

Fico aqui pensando o que fez este suíço sensível, desenvolver o carinho por nosso país e escolhê-lo para sua moradia e influência…

Banco e espelho

Arquiteto, designer, pintor e escultor, nesta exposição teremos contato com seus estudos, cadernos de viagem e esboços, por meio do desenhos modernistas do artista. Cenas da arquitetura brasileira, viagens, festas e paisagens, flora e fauna,  o homem e o trabalho. O Brasil de John Graz traz uma diversidade de técnicas e temas relacionados à visão modernista de um país tropical.

Mesa e cadeira

O uso das linhas na construção de cadeiras, poltronas e chaise com leveza e movimento mostram domínio do material, trazendo a seus móveis características tais apenas possíveis pela seleção e qualidade de nossas madeiras, sem dúvida, amadas por ele e expressadas através de seus desenhos. Busquei aqui em alguns sckechtes, demonstrar isto_ de primeira mão! (Gentilmente cedidos por Sérgio Pizoli)

Desenho de cadeira - John Graz - leveza e curvas suaves, com um modo racional de usar a madeira

Descando _ Guache sobre papel_ 1927

Sobre John Graz

Suíço radicado no Brasil desde 1920 traz para o cenário das artes brasileiras as influências renovadoras dos movimentos europeus do século XX. Após sua formação artística na Escola de Belas Artes de Genebra, onde cursou Arquitetura, Decoração e Desenho, viaja para Espanha. Suas obras lá produzidas impressionam Oswald de Andrade que o convida a participar da Semana de Arte Moderna 1922, ao lado de nomes como Anitta Malfatti, Di Cavalcanti e Vicente do Rego Monteiro. É um dos fundadores da Sociedade Pró Arte Moderna (SPAM) e participa do Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1925, inicia suas atividades como arquiteto e designer de interiores, dedicando-se por quase quarenta anos a este segmento profissional.

Serviço

JOhn Graz no MON. Curadoria de Consuelo Cornelsen, co-curadoria de Sérgio Pizoli e Sérgio Campos.

Quando: De 9 de novembro a 3 de abril de 2011.
Onde: MON – Museu Oscar Niemeyer (Rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico, Curitiba)
Horário de atendimento: De terça-feira a domingo das 10h às 18h.
Ingressos: R$ 4 (inteira) e R$ 2 (estudantes identificados). Compra de ingresso até 17h30.
Informações ao público: (41) 3350-4400

SOBRE A EXPOSIÇÃO JOHN GRAZ – Mostra que apresenta 180 obras do artista plástico John Graz no Museu Oscar Niemeyer em Curitiba. Suíço radicado no Brasil desde 1920, Graz absorveu muito bem a cultura brasileira. Prova disso é sua pintura inspirada na natureza e costumes brasileiros. Além disso, contribuiu para o design e arquitetura moderna no Brasil, sendo um dos pioneiros nesta área.

Novidades na Bienal Brasileira de Design

Por bernadete brandao às 22h25 de 30/08/2010

A Bienal se porpõe à ação educativa em inovação e sustentabilidade.!

Professores e alunos de design estarão dando informações ao público de como o design pode ser uma ferramenta estratégica. Alunos das escolas de Curitiba poderão agendar visitas monitoradas e em linguagem apropriada.

Formar a mentalidade para a comunidade futura, este é o objetivo da bienal 2010. É só cadastrar a escola no site www.bienalbrasileiradedesign.com.br

Além disto, a Bienal está com sua programação já completa de exposições, além de seminário, fóruns, workshops, ações interativas e culturais.

Vale a pena conferir!

Geraldo de Barros, empreendedor e sustentável

Por bernadete brandao às 0h19 de 16/08/2010

Auto-retrato, 1949

Artista, designer e fotógrafo, Geraldo de Barros (1923-1998) pode ser chamado, um ‘designer de mão cheia ¨))

Além de ser tido como um dos representantes de renome da vanguarda concretista brasileira, destacando de forma relevante sua participação no grupo Ruptura, ou no grupo dos 15 e em iniciativas individuais, como o ‘Jogo de Dados’, participa de concursos e de diversas bienais de arte, nacional e internacional.

Estudou na Escola de Design de Ulm, HfG_ Hochshüle fur Gestaltung, à convite do próprio Max Bill, diretor da escola na época, tamanho era seu talento. Sem entrar em comentários sobre as suas habilidades nas artes e fotografia_estas inigualável, vale a pena ver, trago aqui a sua importância como designer e empreendedor (pasmem) de móveis, esbanjando racionalidade, inovação e posicionamento político-social.

Design Social e ambiental

Digno de estudo para qualquer jovem designer e economistas sustentáveis da atualidade.

Fica clara a sua postura sustentável, pode ser uma herança de Ulm, mas também um nacionalismo, característico dos poetas, artistas e intelectuais da época. Por exemplo, ajuda a fundar a cooperativa Unilabor, em 1954, onde fica responsável pelos desenhos de inúmeros móveis. Os operários participavam dos lucros das vendas, incentivados à auto-gestão na comunidade de trabalho, um projeto ligado a igreja católica francesa, à intelectualidade e a políticos.  A fábrica era um centro de apoio às famílias dos trabalhadores, desde ajuda pedagógia aos filhos até o crescimento cultural e artístico.

Estante e buffet Unilabor

Em seus projetos que visavam ‘o benefício do público’, era interessado em tornar a arte acessível, e de carona, o design. Os móveis eram modulares e combinados de modo a que o consumidor os montasse a partir de um catálogo na loja.

A crise econômica da Unilabor surgiu com a crise política na ditadura, quando em 1964, a experiência foi tida como ‘tendenciosa’ pelo governo, um Brasil que não cabia mais a utopia modernista dos anos 50.

Mesa de jantar_Unilabor, comunidade de trabalho com inspiração religiosa, humanista e estética

O designer e empreededor

Em 1964 cria a indústria de móveis Hobjeto (Objeto Hoje), junto com Aloisio Bione, uma das pioneiras em normatização de processos produtivos e produtos em série. Destaca-se pelo uso inteligente de materiais, uso racional de madeiras, entre elas, o jacarandá e o freijó, trazendo alto valor agregado com simplicidade. Ganha diversos prêmios com seu design, e em 1972, a fábrica da Hobjeto tem sua expansão máxima, chegando a ter 700 funcionários, tornando-o um designer de sucesso e próspero.

Contudo, a atividade na indústria o tira daquilo que mais se identifica, a arte e a fotografia. Por stress, tem inúmeros derrames, dedicando-se nos últimos 15 anos de sua vida totalmente à arte, sendo sua fotografia reconhecida e prestigiada em Lausanne 1993 na exposição Fotoformas (1950).

Hobjeto, empresa fundada em 1964, uma das primeira a difundir o design e a identidade brasileira

Outras ações empreendedoras:

  • Escritório de Comunicação Visual FormInform em 1957, em sociedade com Alexander Wollner e Rubens Martins
  • Criação e apoio à Galeria Rex, em 1966, juntamente com Wesley Duke Lee e Nelson Leiner

Referências:  Claro, Mauro. Unilabor: Desenho Industrial, Arte Moderna e Autogestão Operária. São Paulo: Editora Senac, 2004.

Se vc quiser ver várias partes do livro: http://books.google.com/books?id=UHLv3zg_r9EC&dq=unilabor+mauro+claro&printsec=frontcover&source=bn&hl=en&ei=OLcESpKDMtCLtgfJ26yRBw&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=4#v=onepage&q&f=false

(na minha opinião, isto é o máximo, ter o acesso a quase todo o livro!!) SUSSE

Quero deixar um agradecimento à Consuelo Cornelsen, que me estimulou nesta pesquisa ao me solicitar escrever um ‘pedacinho’ (mesmo) do catálogo, ‘OS MODERNOS BRASILEIROS’, exposição que acompanhará a Bienal Brasileira de Design, em setembro e outubro de 2010, no Museu Oscar Niemeyer

Eram os ‘modernos’ sustentáveis?

Por bernadete brandao às 0h10 de 09/08/2010

Geraldo de Barros Estou com a grande tarefa e desafio de falar sobre um dos designers que representou a 'os adoráveis modernos !! O meu ambiente e foco é o mesmo... qual seria a perspectiva deles naquela época? Para compreendermos a resposta dentro da visão atual, teríamos que avaliar a visão local, ou seja, como era o mundo de 1950

Sustentabilidade e o tempo, ou melhor, em contexto…