Experiência Fotográfica com Zig Koch

Por viajandonanatureza às 12h48 de 18/06/2012

*Por Tatiana Nicz

Gosto de fotografar (apesar de ser ainda leiga no assunto), mas o fato é que descobri esse “hobby” meio por acaso, entre uma andança e outra. Andanças acompanhadas, por muito tempo, de uma maquininha simples. Foi com ela que comecei a brincar com a fotografia. Descobri que o mundo é grande, interessante, lindo e que me agradava congelar momentos, lugares e pessoas para guardar de recordação.

Investi um pouco mais no hobby. Fiz um curso e comecei a praticar. Enquadramento, abertura, velocidade e voilà, algumas boas fotos, outras nem tanto, mas o que importa é o movimento. E foi o movimento que me fez conhecer esse grande fotógrafo, de quem o trabalho muito admiro:Zig Koch.

Com alguns acertos profissionais fechamos com muito apreço um roteiro para Patagônia (Argentina) para novembro próximo. Em meio aos acertos e papos sobre o roteiro, surgiu a oportunidade de eu fazer um workshop de fotografia com ele: aulas teóricas e práticas ministradas na escola Portfolio e na Reserva Volta Velha em Itapoá, respectivamente.

A experiência foi incrível. O Zig, além de grande profissional, é também uma pessoa muito bacana, solícita e paciente. Responde com bom humor a todas as perguntas; das mais básicas às mais difíceis e está sempre presente de corpo e alma em todos os momentos. É um grande conhecedor de técnicas. Fotógrafo nato, ele tem realmente dom e humildade para dividir seu conhecimento com os alunos. Pude, enfim, entender melhor como funciona a vida de um fotógrafo de natureza, os pormenores e empecilhos do dia a dia – nem tudo são flores, e nesse caso, literalmente.

Agradeço imensamente a oportunidade e aguardo ansiosa para a viagem que a Gondwana Brasil organizou com muito cuidado em conjunto com Zig Koch e a Escola Portfolio.

* Tatiana Nicz que quer fotografar a Patagonia Argentina.

Programas para o Inverno Curitibano

Por viajandonanatureza às 17h47 de 15/06/2012

* por Camila Barp

Períodos entre estações são sempre interessantes. Nesse momento de transição do outono ao inverno, o frio que quase chega – por enquanto só ameaça – nos brinda com lindos dias de sol. Sol brando e convidativo que nos chama para sair de casa e desfrutar os dias.

Pessoalmente, acho essa a melhor época em Curitiba. Acordar, tomar um café de padaria (Prestinaria Café e Saint German são ótimas pedidas), depois estender a canga no gramado de um dos parques da cidade, ler um livro e deixar o sol esquentar o corpo. Para os mais animados, os parques São Lourenço, Barigui e Tanguá tem boas pistas de corrida e caminhada.

Na sequência, almoçar num restaurante aconchegante, com um bom vinho para aquecer e alimentar nossas almas mundanas.  Gosto da Cantina do Délio e suas deliciosas massas, do novíssimo – italianíssimo – La Lupa e do literário e delicioso Quintana Café. São opções saudáveis e saborosas.

Com corpo e alma alimentados, a tarde convida para sair de bike pelas ciclovias, particularmente pelo trecho que passa pelo Passeio Público, Bosque do Papa, MON e Parque São Lourenço. Definitivamente essa é a melhor maneira de curtir a cidade com segurança – e em movimento. Se pegar esse trecho, atente ao “Bosque da Sofia”. No caminho, bem em frente ao Palácio das Araucárias, um grupo de jardinagem libertária plantou mais de 50 árvores: jacarandás, ipês, guapuruvus, araucárias, sibipirunas, paineiras, araças, pitangas, bananeiras… Um pouco mais a frente, quase chegando ao São Lourenço, o Belleville Bar oferece aos passantes um bom som ao vivo nos finais de semana.

Ao cair da tarde, um café ou chá para esquentar (Brooklyn Coffe Shop é super indicado), um cineminha para namorar (nesta semana acontece o Festival Olhar de Cinema), sopa para esquentar (Pamphylia ou rodízio do Jungle Juice) e ainda uma cervejinha para socializar. Aliás, cervejarias artesanais tem crescido por aqui, e o Hop´n Roll oferece o que há de melhor, num ambiente super descontraído.

Além de tudo isso, aos sábados, a Feira de Orgânicos do Passeio Público é um ótimo passeio. Uma oportunidade de comprar alimentos que respeitam o meio ambiente, e ainda diretamente dos produtores.  As frondosas árvores do parque embelezam o cenário.

Enfim, opção não falta para quem vive ou passeia por aqui. É tempo de tirar cachecóis do armário, percorrer Curitiba e descobrir tudo de bom que a cidade oferece.

Para quem não tem bike, e quer conhecer a cidade pedalando, a Gond dispõe dessa opção. Simples, delicioso e super acessível: Pedal Ciclovias Curitiba. E para aqueles que querem sair um pouquinho de Curitiba; caminhar, subir montanhas, fotografar… a época também é propícia. Confira nossa agenda.

* que tem curtido Curitiba mesmo no frio! :)

Eu quero é caminhar

Por viajandonanatureza às 19h48 de 24/05/2012

Por Daniela Meres Silva

Azul celeste no céu. Friozinho ao amanhecer e ao entardecer. Dias quentes com longos períodos de sombra e brisa fresca. Não existe época melhor do que outono e inverno para caminhar.

Muita gente diz que nestas estações – outono e inverno – dá preguiça de praticar atividades ao ar livre. E que a vontade de ficar em casa, vendo um filme e tomando um bom vinho, é a melhor pedida. Por outro lado, é nessa mesma época do ano que a natureza abre e compartilha com os mais aventureiros, alguns de seus segredos. Segredos estes que, no verão e na primavera, permanecem escondidos, impossíveis de se notar.

São muitos os vales entre as montanhas da Serra do Mar e os rios que atravessam a floresta e correm para o mar. No outono e no inverno, os pássaros estão mais tímidos nos seus cantos, mas mais próximos do nosso olhar. O colorido é menos diverso, mas mais intenso, forte e duradouro.

Escurece cedo, o céu azul celeste ganha uma tonalidade alaranjada, que nos despede do dia e traz a noite estrelada, fria e silenciosa para que breve o corpo possa descansar. Muitas vezes nos sentimos fracos e cansados com a correria do trabalho, as atividades rotineiras, as inúmeras responsabilidades assumidas, ou simplesmente por não termos nossos sonhos e desejos compreendidos ou atendidos.

Sugiro que pensemos na possibilidade de ficarmos sim, cansados. Mas desta vez; cansados de caminhar. Usaremos menos nosso pensar, equilibrando a vontade de sentir ar puro e de escutar mais o silêncio. Movimentaremos tudo que não nos pertence mais. Caminharemos mais leves, alegres e confiantes em direção aos nossos propósitos, celebrando cada passo dado.

Aqueles que já experimentaram a sensação de liberdade vivida durante uma subida a montanha devem concordar comigo: não há melhor estação no ano do que o outono e o inverno para criar coragem, sair da zona de conforto e dar início à caminhada.

Os programas da agenda outono / inverno da Gondwana Brasil Ecoturismo pretendem te colocar em movimento. Confira a agenda no nosso site e aproveite!

Agenda Outono – Inverno Gondwana Brasil - http://www.gondwanabrasil.com.br/?s=agenda

Nós preparamos para você:

- Escapada para o Marumbi – roteiro de 1 dia incluindo a famosa viagem de trem pela Serra do Mar, visita a estação Marumbi e o museu da estação, caminhada leve para o Rochedinho com direito a piquenique no final da caminhada com vista para toda a Serra do Mar.

- Final de semana na Ilha do Mel – com possibilidade de visita a Ilha das Peças para atividade de canoagem e observação dos golfinhos. Um programa de no mínimo 2 dias e uma noite, com pernoite na Ilha do Mel, aproveitando as tarifas mais baixas fora de temporada alta e a tranquilidade das praias e vilarejos.

Para comemorar o dia dos namorados – temos várias opções de pacotes no feriado de Corpus Christi ou no final de semana do dia 16 e 17 de junho, com surpresas especiais para o casal.

- Montanhismo no Marumbi – Trilha do Abrolhos. Quem nunca teve vontade de ter uma experiência de escalar uma montanha? O Marumbi é o berço do montanhismo no Brasil, além de sua história, nos proporciona experimentar a grandiosidade de suas paredes e vales. Um programa para quem já tem um preparo físico melhor, pois a trilha é pesada e demanda técnicas de escalaminhada. Para esse programa incluimos guia de montanha, equipamentos de segurança, carro de apoio 4×4 na estação de engenheiro lange, hospedagem na Pousada em Morretes, além do segundo dia livre e transfer de retorno para Curitiba.

- Pedal Graciosa e Circuito Ecológico de Bike em Morretes – 2 dias e uma noite. Um programa para toda a família, amigos e casais. Não precisa ter experiência e bike. Apenas disposição e vontade de se divertir pedalando pela Serra da Graciosa e pelas estradas rurais de Morretes.

Não fique de fora … veja as datas e se programe com a Equipe Gondwana!

10 atrações grátis em Curitiba

Por viajandonanatureza às 19h44 de 24/05/2012

Nem só de turismo de negócios vive Curitiba. A cidade, conhecida como a “a capital ecológica do Brasil”, tem muito mais a oferecer além de eventos e negócios.

Os parques, vários deles, contribuem para que a capital paranaense faça jus à fama de ecológica. Espaços culturais e o centro histórico também são atrativos aos turistas.

Quem quer curtir o melhor da capital paranaense pode começar pelos dois cartões-postais que ninguém pode deixar de ver: o Jardim Botânico e o Teatro Ópera de Arame. E, o melhor, sem gastar um tostão.

Confira abaixo as atrações gratuitas selecionadas pelo GUIA QUATRO RODAS para Curitiba:

Parque Tanguá: no terreno onde funcionavam duas pedreiras, o parque divide-se em duas partes. Na alta fica o mirante – com vista espetacular para o verde- e os belos jardins. Na baixa há lagos, pistas de caminhada, uma cachoeira artificial e um curioso túnel escavado na rocha. Rua Dr Bemben (Pilarzinho). Funciona 24 horas.

Jardim Botânico: na grande estufa de vidro, inspirada nos antigos salões de cristal ingleses, você aprende sobre as principais espécies da Mata Atlântica. Mas o maior cartão-postal curitibano reúne outras atrações: o belo jardim francês, o Jardim das Sensações ( Terça a domingo, das 09h às 17h), onde mais de 50 plantas revelam formas, texturas e aromas, e o Museu da Botânica, com espaço dedicado a uma coleção de orquídea. Rua Ostoja Roguski (Jd. Botânico), das 06h às 20h.

Teatro Ópera de Arame: grande estrutura de metal tubular, com teto e paredes transparentes, erguida sobre um lago. Recebe peças e shows. Aproveite para conhecer o Parque das Pedreiras, ao lado, em meio à Mata Atlântica. – Rua João Gava, de terça a domingo, das 08h às 22h.

Centro Histórico: a Praça João Cândido é o ponto de partida para uma caminhada recheada de cultura. De lá é possível visitar o Museu Paranaense, o Palácio Garibaldi, o Relógio das flores, o Solar do Rosário, a Fundação Cultural Palacete Wolf e o Memorial Curitiba. Além disso, no centro histórico estão igrejas como a Ordem Terceira de São Francisco Chagas e a do Rosário dos Pretos de São Benedito.

Parque Barigui: é o mais frequentado, com lanchonetes, pista de corrida e o Museu do Automóvel. Avenida General Mário Tourinho, início da BR -277 p/ Ponta Grossa – Funciona 24 horas.

Parque Tingui: pequeno, tem ciclovia, bosque e o Memorial Ucraniano (terça a domingo, das 10h às 18h) , com réplica de uma igreja ortodoxa eslava. Na loja de artesanato típico, repare nas pêssankas, ovos pintados à mão. Avenida Fredolin Wolf (Pilarzinho). Funciona 24 horas.

Feira do Largo da Ordem: é uma das maiores do país, com centenas de barraquinhas de artesanato e antiguidades enfileiradas da Praça Garibaldi até a rua Barão do Serro Azul.

Bosque do Papa João Paulo Segundo: inaugurado depois da visita do papa a Curitiba, em 1980, abriga um museu sobre a imigração polonesa (terça a domingo, das 09h às 18h) e loja de artesanato e doces. Avenida Mateus Leme, esquina com a Rua Wellington Oliveira Vianna (Centro Cívico) Segunda-feira, das 13h às 18h / terça a domingo das 09h às 18h.

Batel Soho: lojas, cafés, e restaurantes ao redor da Praça da Espanha renderam à região o apelido de Batel Soho, em alusão a o bairro Palermo Soho, de Buenos Aires. Para fazer compras, a loja de decoração Tienda e o Empório Fabiano Marcolini Alimentari têm prateleiras tentadoras. À Noite, o La Pasta Gialla e o pata Negra colocam mesas na calçada, e a Cervejaria Devassa lota. Aos Sábados há feira de antiguidades das 10h às 17h.

Zoológico (Parque Regional do Iguaçu): abriga mais de três mil animais de cerca de 80 espécies – algumas em risco de extinção, como o lobo-guará e a harpia, uma rara ave de rapina. Rua João Miqueletto (Alto Boqueirão). De terça a domingo, das 09h às 17h.

Fonte: Viaje Aqui

Viagem & Fotografia

Por viajandonanatureza às 19h31 de 15/05/2012

* por Camila Barp

A paisagem que leva ao Pantanal já impressiona logo no começo da viagem. Ao contrário das grandes serras que temos na costa brasileira, são os longos e intermináveis campos que se apresentam na estrada que liga Campo Grande ao Pantanal – no centro do Brasil – que chamam atenção. A impressão que dá é que ela foi feita intencionalmente assim, para que possamos contemplar as belas árvores que compõem o cenário desses campos.

É fato que a primeira imagem associada ao Pantanal remete a animais, mas são as frondosas árvores que primeiramente impressionam. Aroeiras, Buritis, Jatobás e Ipês destacam-se singulares ali, numa área que é basicamente ocupada por longos campos de pastagem. São as sobreviventes de um retrato antigo do Brasil. Muitas delas sobreviveram ao longo do tempo por criarem recursos próprios de sobrevivência para os ciclos de secas e cheias do Pantanal e também das queimadas, comuns na época da seca. Grande parte delas ainda é importante matéria-prima para chás e remédios usados pelos habitantes da região.

Chegando na primeira Fazenda, começa a experiência de estar no Pantanal. Agora sim, além das árvores, são os animais que impressionam, além de várias outras surpresas. O fato do Refúgio da Ilha* ser um local comprometido com a preservação do meio ambiente, ajuda na quantidade e diversidade de animais que pudemos avistar. Na primeira caminhada, ao entardecer, o olhar atento e sensível do guia nos apresentou uma enorme quantidade de aves e cantos num pôr-do-sol multicolor, típico do Pantanal. Destaque para as emas (que dificilmente são avistadas livres), as revoadas de papagaios e araras, e o canto do tachã – também chamado de sentinela do Pantanal – pelo forte som que emite para avisar aos animais que alguém se aproxima. Já adaptadas à rotina pantaneira de acordar e dormir cedo, os dias que se seguiram foram de canoagem – com encontro de uma curiosa família de ariranhas (raras!) – cavalgadas ao pôr do sol ao lado de tamanduás e bandos de aves, café da manhã estilo piquenique na baía ao amanhecer do dia, bandos de macacos-prego, bugios, aguapés gigantes, safári noturno com corujas, dormitório de araras e avistagem de animais de hábitos noturnos. Tudo isso sempre acompanhado de deliciosas refeições, banho de rio de águas cristalinas para refrescar e uma boa conversa no final do dia.

O Pantanal é um convite a ver de perto as belezas e animais que compõe parte de um ciclo vital do Brasil, um lugar único no mundo. Um lugar tão rico e importante que infelizmente ainda sofre com  altos níveis de degradação que o coloca em sério risco de extinção. A atenção e o cuidado nessa Fazenda  fazem desse lugar um local único e um santuário da vida selvagem do Pantanal.

Importante lembrar ainda que o cenário muda completamente a cada temporada. O período da cheia que começa em janeiro e atinge seu ponto máximo em maio/junho se caracteriza pela formação de baías, lagoas e corixos e o período da seca que começa em agosto e vai até dezembro, faz com que os nutrientes trazidos e deixados pelas águas adubem o solo e atraiam os animais em busca de alimentos. Ou seja, há sempre um bom motivo para voltar… o meu é que a onça-pintada resolveu não aparecer dessa vez…

A Gondwana oferece para uma Viagem Fotográfica para o Pantanal de 07 a 10 de Junho (Feriado de Corpus Christi). Mais informações no site : http://www.gondwanabrasil.com.br/?s=roteiros&ss=detalhes&id=56

Saudações viajantes! :)

Férias em família

Por viajandonanatureza às 14h33 de 07/05/2012

           *Por Tatiana Nicz

Diante da página em branco a minha frente penso no que gostaria de escrever. Algo inspirador, algo que me inspire. Tento trazer uma lembrança boa, alguma recordação recente. Resolvo então começar pelo essencial, pelo mais simples.

Pego minhas ultimas recordações de viagens e penso no significado de uma palavrinha pequena, mas que significa muita coisa: família. Foi com ela que passei os últimos momentos de 2011 e a entrada de 2012. Também foi em família que desfrutei esse último final de semana, em Florianópolis.

É certo que todos tem aquela fase na vida em que querem ficar perto dos amigos, do namorado, viajar, curtir. E nessa fase, não queremos saber de ficar com a família, queremos mais é aproveitar nossos amigos e nossas próprias conquistas. Mas com o passar dos anos vem o resgate da vontade de estar em família. Vontade de estar com aqueles que nos aceitam como somos, nos amam acima de tudo e só querem o nosso bem. Pode soar como clichê mas é pura verdade.

Viajar em família pode ser uma aventura… é resgate, amadurecimento, entendimento. Apesar das brigas e desavenças, presentes em todas as relações muito próximas, nossa família faz de nós pessoas melhores. Viajar em família proporciona um retorno às origens, resgata a importante sensação de pertencer, fortalece a alma. Fortalece ainda mais uma aliança que é eterna. E mesmo que esse laço se dissolva no espaço físico e no tempo, mesmo que cada um siga sua vida em lugares diferentes – como é o caso da minha família – quando estamos juntos é sempre forte, grandioso. É um encontro que reafirma de onde viemos e para onde vamos e que nos dá a certeza de que estamos no caminho certo e, o mais importante, com as pessoas certas.

*Tatiana Nicz que agradece imensamente pela família que tem!

10 Museus e Centros Culturais dedicados a profissões no Brasil

Por viajandonanatureza às 18h57 de 27/04/2012

No dia 1º de maio de 1886, trabalhadores norte-americanos reuniram-se em Chicago para protestar contra as condições desumanas a que eram submetidos. Os protestos demoraram alguns dias e acabou em mortes. Três anos mais tarde, durante a segunda Internacional Socialista, realizada em Paris, ficou definido que essa data simbolizaria a luta dos trabalhadores por uma relação mais justa entre empregador e empregado. Curiosamente, os Estados Unidos é um dos poucos países que não comemoram o Dia do Trabalhador em 1º de maio.

Em homenagem ao feriado, aqui vai uma seleção de 10 museus e locais em que é possível explorar mais sobre uma determinada profissão ou mesmo vivenciar o cotidiano dos trabalhadores.

Museu de Arte e Ofícios 

Não há homenagem melhor ao esforço dos trabalhadores brasileiros do que o belíssimo Museu de Artes e Ofícios, instalado em duas construções restauradas da Estação Central de Belo Horizonte (MG). Mesclando recursos tecnológicos com um rico acervo de objetos dos séculos 18 ao 20, o local retrata antigos ofícios que serviram de  mola propulsora às profissões modernas. Barbeiros, chapeleiros, alfaiates, tropeiros e seus instrumentos de trabalho são algumas das ocupações que ganham destaque ao longo das diversas salas do museu. Leva-se duas horas para fazer uma consistente visita ao local.
Pça. Rui Barbosa (Centro), (31) 3248-8600
Ingresso: R$ 4

Casa de Santos Dummond

Santos Dumont, profissão inventor. Até sua residência de verão, a Casa de Santos Dumont (Petrópolis-RJ), erguida em 1918 e carinhosamente chamada de “A Encantada” foi projetada pelo nosso pai da aviação. Considerada moderna na época, a pequena construção alpina de três pavimentos apresenta todas as criações de Santos Dumont, exceto evidentemente o 14-Bis. Lá estão o chuveiro quente movido a álcool, a famosa escada para apenas um pé (comece subindo com o esquerdo) e os móveis colados na parede. Só não espere encontrar uma cozinha: parece que Dumont não era bom nessa área e um hotel vizinho preparava suas refeições.

R. do Encanto, 22 (Centro), (24)2247-3158

Ingresso: R$ 5

Cristais São Marcos

Em Poços de Caldas (MG), poucos programas agradam tanto às famílias como visitar as lojas de cristais. Completando 50 anos, a Cristais São Marcos  é uma das mais famosas. O jogo de sedução começa na fachada da loja da Av. João Pinheiro (que liga os principais acessos da cidade ao Centro). Infindáveis peças coloridas de tudo quanto é forma magnetizam os olhos dos passantes. Lá dentro, depois de gastar os tubos em compras, os vendedores convidam a conhecer o processo de confecção dos produtos em uma visita à fábrica, localizada na entrada da cidade. Momento das crianças se divertirem com a habilidade dos vidreiros, que em poucos minutos e soprando muito, criam peças decorativas e utilitárias.

Fábrica: Av. Sílvio Monteiro dos Santos, 3600, (35) 3714-1892

Loja: Av. João Pinheiro, 1340 (Vila Cruz), (35) 3714-1249

Ingresso: grátis

Museu Nacional de Enfermagem Anna Nery

Ao caminhar pelas ruas do Pelourinho, passa quase despercebida a construção, que desde 2010 serve de abrigo para o Museu Nacional de Enfermagem Anna Nery (Salvador – BA). Nada mais justa a homenagem a Anna Nery – a baiana de Cachoeira que cuidou dos feridos (civis e militares, brasileiros ou não) que lutaram na Guerra do Paraguai. A história da enfermeira não poderia estar ausente do museu, que mostra desde os equipamentos utilizados nos primórdios da profissão até as avançadas técnicas atuais. Para contar a fascinante história da enfermagem, não faltam recursos interativos, que deixam a visita ainda mais bacana.

Rua João de Deus, 5 (Pelourinho), (71) 3321-3819

Ingresso: R$ 4

Museu da Weg

Aspirantes a engenheiro encontram no Museu da Weg (Jaraguá do Sul – SC) situado no interior catarinense, um divertido motivo para ingressar na profissão. Abusando da interatividade, seu acervo mostra os 51 anos de história da Weg, uma das principais fabricantes de motores do país. Máquinas e ferramentas dividem espaço com brinquedos sobre as leis da física e uma exposição que mostra a história de Jaraguá do Sul. O museu está instalado exatamente onde funcionava a primeira fábrica da Weg.

Av. Getúlio Vargas, 667 (Centro), (47) 3276-4550

Ingresso: grátis

Museu do Dentista

Durante muito tempo, aqueles estridentes maquinários dentários formados por um conjunto de roldanas, garantia prestígio e poder ao dentista da cidade, que o usava também como “arma de tortura”. Sem recursos interativos, o Museu do Dentista (São Paulo – SP), cujo pomposo nome oficial é Instituto Museu e Biblioteca de Odontologia de São Paulo Dr. Elias Rosenthal, aposta na riqueza de seu acervo formado por uma graúda coleção de livros e equipamentos antigos na acepção plena da palavra – há objetos do século I e da Idade Média.

Rua Voluntários da Pátria, 547, 1º andar (Santana), (11) 2223-2355

Ingresso: grátis

Museu da Tam

Não retrata bem uma profissão, mas o mundo da aviação. O Museu da Tam, São Carlos (SP) impressiona pelo seu acervo com mais de 70 aeronaves em exposição (fora outras tantas que ficam de stand by, fruto de uma coleção que não para de crescer), fazendo por merecer o deslocamento até o interior paulista. Quem pensa em encontrar apenas os modelos branco, azul e vermelho da companhia terá uma grata surpresa. No enorme galpão, estão distribuídas cronologicamente aeronaves de todo o canto do mundo, como uma réplica do 14-Bis ou o caça alemão Messerschimitt Bf 109, que combateu na II Guerra Mundial. A história da aviação brasileira é minuciosamente detalhada em um painel intitulado Linha do Tempo. Para entreter as crianças, o espaço kids tem jogos e um mini-avião.

Rod. SP-318 (São Carlos/Ribeirão Preto), km 249, 5, (16) 3306-2020
Ingresso: R$ 25

Centro Cultural Dannemann

Pouca difundida no Brasil, a arte da charutaria encontrou nas cidadezinhas do Recôncavo Baiano seu porto seguro. Quem deseja acompanhar o final da produção das bitolas, pode procurar o Centro Cultural Dannemann (São Félix – BA), cuja fábrica é a maior do gênero no país. Além de assistir as charuteiras enrolarem as folhas de fumo, o local sedia exposições temporárias e shows musicais.

Av. Salvador Pinto, 29 (Centro), (71) 3438-3716

Ingresso: grátis

Porto de Paranaguá

Com o crescente número de cruzeiros marítimos no Brasil, entrar nos portos virou um ato corriqueiro. Mas somente no Porto de Paranaguá (Paranaguá – PR) – que coincidentemente não recebe transatlânticos – é possível acompanhar o cotidiano portuário um pouco mais de perto, da janela de um micro-ônibus que, nos fins de semana, cruza 3 km de cais. Em 30 minutos de tour, percebe-se como a automação industrial substitui a figura musculosa do estivador, presente em número reduzido. Antes do início do passeio, é mostrado um vídeo de 10 minutos sobre a história do Porto, o segundo maior do país. Para fazer a visita, é imprescindível a apresentação do RG.

R. Antônio Pereira, 161 (D. Pedro II), (41) 3420-1200

Museu Téxtil Décio Mascarenhas

Antes de assombrar o país com sua linda voz, Clara Nunes era simplesmente a tecelã Clara Francisca Gonçalves, uma reles funcionária da Fábrica do Cedro, a sede do Museu Têxtil Décio Mascarenhas (Caetanópolis – MG). Por motivos óbvios, a cantora ganha um capítulo especial na casa, mas quase ínfimo perto das milhares de peças que contam a história da indústria têxtil brasileira. Entre os artigos mais importantes do museu está uma réplica do macacão de treinamento usado pelo astronauta Marcos Pontes. A proximidade com a cidade de Cordisburgo, onde fica a Gruta do Maquiné e a Casa de Guimarães Rosa deixa o passeio ainda mais convidativo.

Pça. Cel. Aníbal Pinto Mascarenhas, 1 (Fábrica da Cedro), (31) 3714-7941

Ingresso: grátis

Fonte: Viaje Aqui

Literatura para viagem

Por viajandonanatureza às 20h31 de 10/04/2012

Por Camila Barp*

Livros são meus companheiros fiéis de viagem. Escolher o livro certo para levar faz parte do ritual de fazer as malas. E escolhê-los passa por critérios distintos – tudo depende do destino de viagem.

Além de bons e fiéis parceiros de viagens, os livros instigam e dão vontade de viajar. Ler histórias de outros viajantes e suas aventuras mundo afora inspiram a sair da rotina, querer ver novas paisagens, lugares, conhecer pessoas e culturas diferentes. Experimentar o ”novo”.

Alguns clássicos altamente recomedáveis:

On the Road – Jack Kerouac

Principal livro do autor norte-americano Jack Kerouac. A obra foi referência para uma parcela da juventude estadunidense que estava descontente com suas vidas e resolveram então botar o pé na estrada. O livro narra a história de dois jovens que atravessam os Estados Unidos escancarando o outro lado do sonho americano.

A insustentável leveza do ser – Milan Kundera
Romance com inesgotáveis temas existenciais que constituem uma viagem ao interior das personagens instigando o leitor a refletir em busca do autoconhecimento. Como pano de fundo, a invasão russa à Tchecoslováquia.

Into the Wild – Jon Krakauer

A dramática história de um insubmisso jovem americano revela o lado B de uma aventura mal-planejada.

O grande bazar ferroviárioPaul Theroux

O olhar profundo e ferino de Paul Theroux em sua longa jornada ferroviária desde a Inglaterra até o Japão, por meio dos clássicos expresso do Oriente e Transiberiano.

A Arte de Viajar – Alain de Botton

Botton explica que mais importante que saber o que ver numa viagem é saber por que ver. Num texto saboroso, ele nos conta como as viagens, a literatura e as artes plásticas se influenciam entre si – um simples passeio pode levar à redação de um clássico, que por sua vez pode inspirar a pintura de uma obra-prima, estimulando milhares de pessoas a fazer o mesmo passeio. Neste ciclo infinito, muitas vidas encontram seu sentido.

Diários de Motocicleta – Che Guevara

Relato da viagem feita por Che e o seu amigo Alberto Granado, desde Argentina até a Venezuela, em 1952.

* Camila Barp, que adora receber dicas de livros dos leitores do blog!

Falando em Holanda…

Por viajandonanatureza às 14h04 de 29/03/2012

Por Tatiana Nicz*

Que na Holanda todos usam a bicicleta como principal meio de transporte, não é novidade. Que existem mais bicicletas que habitantes, provavelmente também não. Na verdade, em várias cidades da Europa a bicicleta é um meio de transporte comum. Ela é barata, simples e eficiente, traduz bastante o estilo de vida da classe média européia. Lembre-se, estamos falando da Europa e não dos Estados Unidos. Portanto, falemos sim de estilo prático e econômico, talvez não tão barato, mas na Europa as pessoas em geral vivem com menos, não têm o carro do ano e não colecionam sapatos, pois tudo custa e não é barato.

Mas voltando às bicicletas e, claro, à Holanda. Quando vim morar aqui eu já sabia de tudo o que a maioria das pessoas sabe: bicicletas, tulipas, moinhos e sapatos de madeira. Mas nunca tinha experenciado tudo isso no meu dia-a-dia. Como vim para estudar, vivia como estudante, portanto a vida é econômica e o principal transporte é a bicicleta.

No início eu pensava, mas como fazer tudo de bicicleta? Uma coisa era o que estava acostumada no Brasil: capacete, roupa esporte e pedalada como maneira de me exercitar. Outra coisa seria: fazer compras no supermercado, cinema, baladas, eventos sociais, sair todos os dias de manhã cedo para as aulas, enfrentar dias frios (que não foram poucos), chuvas (também não o foram) e tudo isso… pedalando?

Bom, não preciso dizer que foi toda uma readaptação. Acho que não somente física, mas uma questão de quebrar preconceitos, aqueles que trazemos em nossa bagagem cultural sem nem perceber. Mas, como nos acostumamos rapidamente com tudo, passei também a apreciar as maravilhas de pedalar e, mais que isso, de ter condições favoráveis para isso. Aqui são aplicadas às bicicletas as mesmas regras que para veículos automotores: semáforos especiais, pistas, obrigatoriedade de utilização de faróis na frente e traseiro, buzina e muitos estacionamentos. E o tratamento é também igualitário, todos respeitam e todos utilizam. E assim, comecei a apreciar as maravilhas desse meio de transporte, uma simples engenhoca e voilà! Praticidade que faz bem para o corpo, mente e, claro, bolso. E de quebra, colabora com o meio ambiente.

Eu sei que a realidade brasileira é outra, não pretendo conduzir nosso leitor a um pensamento crítico de como é difícil aplicar essas mesmas regras no Brasil. Também sei que existem pessoas se organizando para implementar algumas  mudanças de atitudes e respeitar melhor nossos ciclistas por aí.

A minha intenção é apenas reportar um pouco dessa experiência maravilhosa que é pedalar no mundo, aprender a olhar a vida de outro prisma. Pois tudo o que se vê por aqui são bicicletas, de todas as cores, tipos, idades e tamanhos. Algumas super exóticas, bicicletas especiais para mulheres e suas saias, para fazer mudança, para carregar crianças, compras, etc. Aqui, todo mundo pedala, crianças pequenas, adultos e pessoas da melhor idade, mulheres elegantíssimas em seu salto alto, pessoas ricas e mais simples, todos são iguais quando estão em sua bicicleta.

Portanto, caro leitor, se o que temos no Brasil é uma pedalada diferente ou “arriscada” de certa maneira, não importa: coloque equipamentos de segurança, escolha um lugar seguro, vista sua roupa esporte, alongue seu corpo, vá em grupo ou sozinho e saia por aí a olhar o mundo pedalando. E se o inverno é uma desculpa para te deixar fora dessa, talvez isso te sirva como incentivo: o inverno Europeu com certeza é mais frio, cinza e sem graça que o nosso e nem por isso as pessoas deixam de fazer suas atividades rotineiras, elas continuam vivendo. Pois continue você também, utilize esse fator como um ponto a seu favor. Escolha um dia ensolarado e pense no retorno à casa, que além do descanso, te permita saborear uma sopa quentinha ou um bom vinho. E mais, saiba que pedalar esquenta. Não só o corpo, mas também o coração!

*Tatiana Nicz que morre de vergonha pois anda pouco de bicicleta

Viajando na natureza

Por viajandonanatureza às 20h22 de 26/03/2012

Gondwana Brasil Ecoturismo: uma história de luta e aprendizado

Foi através de conversas informais que, mal sabiam elas, uma parceria de longa data iria surgir. Eram meninas novas, recém-formadas e amigas quando conversavam sobre como fazer algo que fizesse uma diferença, qualquer que fosse, no mercado de turismo. A Gondwana já existia, era uma empresa pequena e logo surgiria a oportunidade das amigas virarem sócias. Foi assim, que uma trajetória de muito aprendizado, crescimento e desafios começou. A Gondwana desde 2001 trabalha em prol de um turismo diferenciado, com responsabilidade e consciência ambiental.
E então Daniela Meres Silva, Tatiana Nicz e Camila Barp iniciaram uma trajetória de luta na mudança de consciência do mercado do turismo. Nesse espaço elas falam sobre tudo que estiver relacionado a esse trabalho, que elas desempenham com muita coragem, alegria e dedicação. Posts sobre viagens, inspirações, idéias, trabalho, enfim, tudo que estiver ligado à uma atitude sustentável.

Segue aqui um breve e lúdico histórico de cada uma:

Daniela Meres Silva
Como amante da natureza e das culturas tradicionais do mundo todo, aprendeu a silenciar a mente e escutar histórias.
Entusiasta da vida ao ar livre, das trocas entre culturas e de trabalhos de base comunitária, contribui com iniciativas e projetos que cultivam novos valores com o intuito de construir um mundo melhor.
Movida a música, sonhos, encontros e desafios, quer aprender a escolher suas viagens por inspirações.
E como mãe, comemora a beleza da vida a cada bom dia, cada sorriso e cada nova descoberta.

Tatiana Nicz
Viaja porque lhe faz sentir viva. Fotografa porque sente vontade de registrar momentos que lhe fazem sentir viva. Escreve porque sua mente é muito vivaz.
Fala demais, ri demais, dança demais. É dessa forma que aprendeu a encarar a vida.
E vive assim, de opostos.
Gosta tanto da natureza como de descobrir os becos da cidade.
Gosta do silêncio e da paz do cume de uma montanha como gosta de sair à noite para dançar.
Eclética é a palavra dela.
Gosta de tudo variado. Um pouco disso e uma pitada daquilo.
Mas não pense que ela é superficial; é intensa e determinada.
É apenas uma alma em constante mutação.

Camila Barp
Viajar, fotografar, caminhar ao ar livre, subir montanhas, caminhar por ruas e cidades.
Ou simplesmente ler um bom livro, tomar um café com uma boa prosa.
Filmes em dias de chuva e ar livre nos dias de sol.
Em meio a tudo isso, tenta descobrir possibilidades de escolhas sabendo que cada decisão cria um ponto de partida para aprender a degustar algo novo.

Viajando na Natureza

viajandonanatureza
@viajandonanatureza
Gondwana Brasil Ecoturismo É uma empresa de turismo receptivo e emissivo especialista na organização de viagens de Ecoturismo para o Litoral do Paraná e especialistas em Floresta Atlântica e região do Lagamar desde 2001. Recentemente estruturamos também o setor de emissivo, organizando viagens nacionais e internacionais, aproveitando o nosso olhar de viajante e o fato de sermos amantes da natureza e da diversidade cultural. Fazemos isso, cuidando sempre da segurança e conforto de todos. Curta nossa pagina no facebook: https://www.facebook.com/gondbrasil
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